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Podcasts, para quem tiver curiosidade, perdeu e ainda quer ouvir os programas anteriores do Santa Demo!

Programa #37 Especial Bandas & Carreiras Solos (Laiz Battisti) https://archive.org/details/SantaDemo300313
Programa #34 Especial Grunge (Leonardo Cortês, Gabriela Gelain) https://archive.org/details/SantaDemoGrunge
Programa #33 Especial Emocore (Leonardo Cortês, Gabriela Gelain) https://archive.org/details/SantaDemo020313_201303
Programa #32 Especial Shoegaze (Leonardo Cortês, Laíssa Sardiglia) http://archive.org/details/SantaDemo32-Shoegaze
Programa #25 especial Riot Grrrl (Gabriela Gelain, Andressa Amaral, Laíssa Sardiglia) http://santademo25.podomatic.com/entry/2012-11-26T00_48_18-08_00

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Ae Tibiu, valeu demaaaais pela força!

Para sacar, taí o link:

http://chiveta.com/2013/03/08/meninas-na-batera-grunge/

Endiabradas: Joan Jett

Publicado: março 27, 2013 em Uncategorized

Endiabradas: Joan Jett

por Eduardo Molinar

O que se pode esperar de uma menina com muita vontade e sem medo da opinião dos outros de fazer rock and roll? Joan Jett é a resposta para essa pergunta! Enquanto muitos garotos apenas a viam como “mais uma roqueira” ou a desprezavam, Joan montou uma das bandas mais irreverentes e marcantes da história do rock, as Runaways.

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Com uma trajetória de sucesso e, ao mesmo tempo, polêmica, as Runaways (foto acima) mostraram ao mundo que uma banda feita só de meninas tinha a capacidade de fazer um som de qualidade. Infelizmente, o abuso das drogas e algumas divergências entre as garotas fez com que a banda acabasse.

Podem pensar o que quiser de Joan Jett. Que ela é isso ou aquilo, que não dá certo uma banda de garotas ou que “não combina com o rock”. Ela não dá a mínima para essas (preconceituosas) opiniões. Joan sempre mostrou atitude e, quando a carreira nas Runaways acabou, ela resolveu mostrar que era capaz de muito mais!

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Com uma parceria muito bem sucedida com os Sex Pistols Steve Jones(guitarrista) e Paul Cook(baterista), Joan gravou 3 músicas. Entre elas, uma versão cover de “I Love Rock ‘N’ Roll”, do grupo The Arrows. Durante as gravações, Joan conhece o produtor e compositor Kenny Laguna e ele a ajuda a escrever outras canções.

O álbum estava pronto e foi intitulado com o nome da cantora. Pra variar, 23 gravadoras rejeitaram o álbum pois diziam que “seria um fracasso”. Um ledo(mas bem comum) engano da parte dos almofadinhas. Joan e Laguna resolveram não apelar mais a esses senhores e criaram a gravadora Blackheart Records.Joan Jett foi a primeira mulher a abrir sua própria gravadora.

Achou uma atitude punk? Talvez seja muito mais que isso! Em 1980, Joan forma o grupo Blackhearts e relança o álbum Joan Jett, dessa vez como nome de Bad Reputation. Após um ano de turnês e gravações, eles lançam o álbum I Love Rock ‘n’ Roll e um single dessa canção, que foi sucesso instantâneo. A Billboard classificou I Love Rock ‘n’ Roll como a 28ª melhor música de todos os tempos.

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“A girl can do what se wanna do and that’s I’m gonna do!” (Uma garota pode fazer o que ela quiser fazer e é isso o que eu vou fazer). Esse é um trecho da música “Bad Reputation”. Quer mais alguma prova de atitude e coragem dessa garota?

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Eduardo Molinar

O ROCK VOLTA A SE AUTOCELEBRAR
Novas bandas revivem o estilo shoegaze do início da década de 90

Dairan Paul

A guitarra volta a soar mais alto do que o resto da banda. Sal Grosso, disco de estréia dos mineiros da Lupe de Lupe, figura em diversas listas dos melhores álbuns de 2012 – Soma, Hominis Canidae, O Inimigo e o Dedicated Ears Music, de Chicago, são alguns exemplos. É o revival do estilo shoegaze, predominante no início da década de 90. Outras bandas do país, principalmente no Sul, também ignoram a influência MPB-rock que tomou conta da música brasileira nos anos 2000, a partir do Los Hermanos. Aqui, o que importa são as distorções altíssimas envoltas em vocais etéreos. O shoegaze é um caos paradoxal: ao mesmo tempo em que se abusa dos efeitos dos pedais, há vozes suaves que formam um contraponto à parede de barulhos.

Isn’t Anything é o primeiro álbum do My Bloody Valentine, de 1988, considerado o marco do shoegaze – embora haja discussões sobre o princípio do estilo, que nunca foi consensual. O intenso uso de reverberações e distorções conquistou a imprensa britânica, garantindo mais um álbum, Loveless, três anos depois. É na virada da década de 80 para a de 90 que surgem outros nomes consagrados do estilo: Jesus and Mary Chain, Slowdive e Ride.

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My  Bloody Valentine: dois álbuns foram o suficiente para marcar uma geração.

O termo shoegaze foi utilizado pela primeira vez em uma resenha de show do Moose (assista a um vídeo ao vivo da banda aqui). Russel Yates e K. J. McKillop, vocalista e guitarrista, respectivamente, foram considerados arrogantes pela crítica. O motivo: não encaravam o público e passaram boa parte do show olhando para baixo, em direção aos próprios pés. Daí o termo shoegaze (shoe significa tênis, e o verbo to gaze, olhar fixamente). A verdade é que Yates observava as letras das músicas que estavam no chão, enquanto que McKillop brincava com seus vários pedais. Considerados desdenhosos, a atitude da banda acabou lhes conferindo um certo estilo e disseminou o termo na imprensa, que passou a chamar de shoegaze as bandas da época que possuíam atitude semelhante.

Com o surgimento do britpop, o estilo perdeu espaço. Bandas como Blur escreviam diretamente para os jovens sobre seu cotidiano, ao contrário do shoegaze, que preconizava as guitarras e a utilização da voz como instrumento – as letras eram deixadas em segundo plano. Nos Estados Unidos, o grunge tomava força com nomes de peso, como Nirvana e Pearl Jam. Esmagado pelos dois estilos, a saída dos shoegazers foi freqüentar os shows uns dos outros, partilhando palcos. Era a chamada scene that celebrates itself (a cena que celebra a si mesma). O nome debocha das rivalidades que existiam à época entre as bandas da moda – Blur versus Oasis é um exemplo clássico dos anos 90.

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Distorções e efeitos nos pedais são comuns no estilo.

O NOVO SHOEGAZE

Nos últimos anos, novas bandas surgem com uma roupagem semelhante à do shoegaze – e se dizem influenciadas pelos grupos desse estilo. A Lupe de Lupe é um híbrido de diversos gêneros: vai desde o noise-rock do Sonic Youth ao hardcore da Ludovic. No entanto, tanto no seu primeiro EP, como em Sal Grosso, sobressaem-se as camadas de guitarra que remetem diretamente ao My Bloody Valentine.

Além dos mineiros, a influência britânica também atingiu o restante do Brasil. Al Schenkel, autor do projeto Starfire Connective Sound, fez um mapeamento das bandas shoegaze no país. Resultou na coletânea Brazilian Noisy Poetry Makers, que já está no seu terceiro volume – todos podem ser baixados em blogs , como o ambexplosão e o Brazilian Shoegazer.

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A postura autodestrutiva da Lupe de Lupe no palco celebra a volta das guitarras altas do shoegaze

O primeiro deles, lançado em maio de 2011, reúne 32 bandas diferentes. Fazem parte nomes conhecidos do público shoegaze, como Loomer e Badhoneys, do Rio Grande do Sul, e novidades no cenário nacional – os recifenses da Team.Radio e do The Dead Superstars dão novo fôlego ao estilo.

Mundialmente, bandas como The Pains of Being Pure at Heart, Mogwai e Deerhunter celebram o revival do shoegaze, incorporando novas características, mas preservando os pedais distorcidos.

O sinal de que o shoegaze volta com tudo não está apenas na aparição da Lupe de Lupe em diversas listas de premiações. Para além da consagração e do surgimento de novas bandas do estilo, há uma notícia animadora para os fãs: o My Bloody Valentine planeja o lançamento do seu novo álbum de estúdio em 2013. Com um intervalo de vinte e dois anos, o nome que consagrou o gênero volta aos palcos para dar mais atenção aos pés do que à platéia. Por aqui, as distorções ganham cada vez mais atenção de um público nem sempre acostumado a enfrentar a parede de sons hipnóticos do shoegaze.

ENTENDA MELHOR O ESTILO

https://www.youtube.com/watch?v=Lf8j1bUgwJ8

My Bloody Valentine – Only Shallow

Only Shallow, do segundo album, apresenta o My Bloody Valentine característico que influenciaria diversas bandas: as guitarras excessivamente altas, combinadas com um vocal suave, que, ironicamente, entoa: “durma como um travesseiro”.

https://www.youtube.com/watch?v=gn7ABuE7o64

Lupe de Lupe – Brejo das Almas

Primeira música do primeiro EP da Lupe de Lupe, Brejo das Almas cumpre bem sua função de cartão de visitas da banda: influências nítidas de shoegaze ecoam ao longo de quase seis minutos e meios. Guitarras e vocais arrastados cantam sobre um dia cotidiano em uma estação ferroviária.

https://www.youtube.com/watch?v=pOfsd0nHEuI

Loomer – All Gone

Os primeiros segundos de All Gone já denunciam as influências: distorção no talo. Ao longo da música, o shoegaze aparece ainda mais claramente – a segunda metade é uma jam instrumental explosiva.

Nota  —  Publicado: janeiro 23, 2013 em Dicas de bandas, Mão Direita, Uncategorized
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Chiptune (por Leonardo Cortês)

Publicado: janeiro 10, 2013 em Uncategorized

O rock já fez muitas misturas bem diferentes. Desde usar cítara para concertos até usar softwares de manipulação eletrônica para fazer efeitos no som da guitarra. Uma das mais genuínas é o uso dos sons em 8-bit.

Nesse post vou falar do chiptune:

O chiptune veio com o surgimento dos retro computadores como Commodore 64 e MSX. Usualmente de conhecidos, vocês verão um gameboy e um nintendinho para fazer um som chiptune.

As músicas compõem em formas de onda básicas como ondas quadradas ou dente de serra com percussão feita por ruídos brancos. Para emular os acordes, é de costume usar arpejos por causa dos limites dos hardwares usados.

Aqui vão uns exemplos de música chiptune:

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A faixa ‘Threshold’  da Sex Bom-Omb (banda do Scott Pilgrim) em versão 8bit :

[https://www.youtube.com/watch?v=1_7vUaNpy_g]

Faixa da banda nova-iorquina Anamanaguchi “My Skateboard Will Go On”. Mais faixas podem ser escutadas no soundcloud: https://soundcloud.com/anamanaguchi

https://www.youtube.com/watch?v=iCNfYjZ26ow

The Depreciation Guild, banda que mistura shoegaze com chiptune

https://www.youtube.com/watch?v=4ShwvRYAbcw

Buddy Holly do Weezer em versão 8-bit. O disco pode ser baixado aqui: http://www.ptesquad.com/more/pte018.html

https://www.youtube.com/watch?v=puTHW0treKk

Imagine Through The Fire And Flames em 8-bit?

https://www.youtube.com/watch?v=BSFy8N-2CDo

Banda brasileira de chiptune, 8bit Pipe

https://www.youtube.com/watch?v=E_BdHa8DaxA

De quebra, a equipe do Santa Demo em versão 8-bit. Arte da Laissa Sardiglia

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A equipe: Luciana, Gabriela, Laíssa, Leonardo, Andressa e na técnica, Renato Molina! :)

Ah, também não deixei de colaborar no Santa Demo:

 Quer participar do Santa Demo, sugerir uma banda, falar sobre determinado estilo musical, apresentar uma crítica? O quadro “Mão Direita” é para você, ouvinte! Entre em contato, este espaço é para o que você tem a indicar: um post no blog ou o que tenha vontade de sugerir, vamos até você para gravar a Mão Direita. santademo800am@gmail.com

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Perdeu e quer ouvir? Clica aqui! :

http://santademo25.podomatic.com/entry/2012-11-26T00_48_18-08_00

Renegades of Punk

Publicado: novembro 13, 2012 em Uncategorized
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Abaixo, uma entrevista que fiz com a Daniela da Renegades of Punk, banda sergipana que acabou de fazer uma tour no nosso estado (RS). A colaboração foi para a http://sirvase.net e estou postando para os ouvintes do Santa Demo  conhecerem um pouquinho mais desses punks tropicais!

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Tropical punk no subterrâneo sul!

Entrevista – Colaboração: Gabriela Cleveston Gelain para Sirva-Se Cultura Alternativa
Fotos: Divulgação/Snapic Fotografias

A Renegades of Punk iniciou seus trabalhos em 2007, no calor tropical do nordeste brasileiro (Aracaju), e agora desce pela primeira vez até o sul do país para uma série de shows, logo após terem tocado novamente no sudeste.

Quem acompanha o que acontece no nosso querido mundo subterrâneo deve conhecer as bandas que alguns Renegados já integraram como Triste Fim de Rosilene e xReverx, além dos  próprios lançamentos da banda atual: até este ano lançaram um EP (2008), um split com o pessoal da Mahatma Gangue (2009), uma versão em vinil  (sim!) sete polegadas do primeiro EP (em 2010, via selo alemão Thrashbastard) e um 5 way com outras bandas do underground nacional como Velho, Os Estudantes, Homem-Elefante e Ornitorrincos, intitulado de “Conspiração Coração ao Contrário”.

Agora com o disco novo em mãos – “Coração Metrônomo” (2012) – que tem recebido ótimas críticas e resenhas, elxs acabam de desembarcar pela primeira vez no Rio Grande do Sul para 4 datas (bah tchê, tri massa!) passando por Canoas (01/11), Lajeado (02/11), Santa Cruz (03/11) e Porto Alegre (04/11). Aproveitei então e conversei um pouquinho (via e-mail) com a Daniela (vocal/guitarra) sobre a The Renegades of Punk para o Sirva-se e estou postando também aqui para os ouvintes do Santa Demo :)

 

A Renegades of punk está em tour pelo sul e não poderia deixar de perguntar, qual a expectativa de vocês sobre os shows daqui?

Estamos em contato com algumas pessoas que estão organizando os rolês, daí estamos todos na expectativa. Acho que vai ser massa. Nossa primeira vez no Sul!

Como está sendo a repercussão deste novo disco?

Está bem legal. As pessoas têm falado dele, da arte e tal. Ficamos felizes com isso, mesmo que esse nunca tenha sido o nosso objetivo.

Quem fez a arte do ‘Coração Metrônomo’ e como foi escolhida? Curti muito. E as outras artes dos álbuns de vocês?

Quem fez a arte desse álbum foi o Matias Araoz, da Argentina . A gente conheceu Matias de uma outra vez que fomos para São Paulo, ele tinha feito o cartaz do festival ‘Cardápio Underground’ , lá de Bragança Paulista e estava expondo lá. Desde então mantivemos contato e rolou o convite para ele fazer essa arte aí. Adoramos o resultado.

Nosso primeiro registro, nosso EP que depois saiu em 7’’, foi Ivo quem cuidou dessa parte. Bem como do segundo material, o Split com a Mahatma Gangue, que tinha desenhos de um amigo de ambas as bandas, Raphael Cruz. E no nosso último lançamento, outro Split dessa vez com a Ornitorrincos, Homem Elefante, Velho e Estudantes, a capa foi feita pelo Marcelo Angu (Sick Visions, Deaf Kids, Homem Elefante, etc).

Como começou o teu contato com o punk? Você chegou a trocar cartas e toda aquela função de trocas de zines via correios?

Eu comecei a tocar e ter bandinha ouvindo uma miscelânea de coisas que a gente caracteriza como ‘’rock’’ e como ‘’punk rock’’. Demorei um tempinho para sacar o punk rock punk mesmo e aí eu me encontrei total. Comecei a sacar que existia toda uma rede, festivais, bandas, selos que lançavam estas bandas, bandas que lançavam seu próprio material… coisas que até eu já fazia mas não sacava nada dessa ética D.I.Y. E aí sim, rolaram cartinhas, troca de zines e demos. Lindo isso, né? Tem gente com quem falo ou conheço até hoje por causa disso. Inclusive minha ida praí vai me proporcionar conhecer algumas pessoas com as quais me correspondi ou conheci há muito tempo via carta ou internet.

Li em algumas entrevistas que tu já pensou algumas vezes em fazer bandas só de meninas, porque não rolou? Concordo contigo quando tu diz que “é muita ingenuidade achar que as meninas não se movimentam apenas porque o machismo impera”. O que tu acha do cenário atual do riot grrrl no Brasil?

Eu já tive bandas só com garotas. Minha primeira bandinha foi assim, a 11 anos atrás. Depois rolaram alguns projetos que não fluíram muito, até rolar a ‘The Jezebels’ que foi uma banda de verdade: fez músicas, shows, gravou, viajou… Eu ainda sou um pouco frustrada que essas bandas não tenham tido vida longa e eu não sei muito bem porque. Eu sei que eu sempre quis tocar e ainda estou aqui. Sobre as outras meninas que tocaram comigo sei que elas não estão mais nessa vibe. É a vida. Acho que muitas vezes não rola tanto justamente por isso, quando se prioriza o que se quer fazer na vida, muitas vezes no meu caso, minhas companheiras de banda priorizaram outras coisas. Não as julgo, de forma nenhuma. É uma questão complexa que envolve fatores individuais e sociais fortes.

Sobre a produção feminina underground brasileira eu acho que está rolando legal, hoje em dia muitas pessoas sabem mais sobre bandas femininas e feministas do que antes, há muita informação circulando e muitos contatos sendo feitos. Estão rolando festivais voltados para bandas femininas e feministas, vai rolar o primeiro ‘Girls Rock Camp’ no próximo ano… parece que está se consolidando algo legal. E que isso cresça mais e mais!

Quem são os ROP e o que fazem além do punk? Quando iniciou o contato de vocês com a música, em que vocês pensaram “é isso que eu quero fazer”?

Os Renegades são Ivo Delmondes (bateria e voz), João Mário (baixo e voz) e Eu, Daniela Rodrigues (guitarra e voz).

João - A princípio eu não pensei na música dessa forma, se era o que eu queria fazer ou não. Comecei a tocar com 11 anos e só queria brincar mesmo, com o decorrer dos anos a música passou a tomar espaço na minha vida até que eu percebi o seu potencial em ser um escape da humanidade que cada um tem, é a vida real em manifestação, como sempre lembramos na Renegades.

Ivo - sou dono de um restaurante vegano nas “horas vagas”. Sempre escutei muita música desde criança em casa, mas a coisa começou a ficar séria na adolescência. Foi nessa época que percebi a musica como um veículo pra me expressar contra o que eu odiava, e isso se tornou um caminho sem volta, faz parte de quem eu sou hoje.

Como é o cenário de bandas na região de vocês?

No Nordeste sempre rolaram bandas de punk rock e tal, mas tudo é mais complicado do que em grandes centros. Mesmo com essa situação tem gente que corre atrás, acredita no D.I.Y. e se mantem no subterrâneo tentando levar as coisas pra frente. Tem algumas bandas nos estados vizinhos e tal, devagar e sempre. Em relação a quantidade sempre vai se achar mais de outros estilos, tipo indie e etc.

Gosto muito da letra “As coisas mudam” da Renegades. As coisas mudaram muito pra vocês nos últimos anos de banda? Quais são os próximos planos depois dessa tour?

Obrigada! Essa letra entra no coração de muita gente, é engraçado. Ela foi feita numa época bem ruim pra gente e é bem sincera (como todas as outras que fizemos). Mudamos de formação três vezes – João é nosso terceiro baixista – acho que isso foi o que mais mudou. Além de fazermos coisas mais melódicas agora (risos). Fora isso, não muito na nossa cidade, infelizmente.

Depois desses shows no sul nós queremos continuar divulgando o álbum e tocar pelo nosso amado nordeste. Estamos vendo isso já!

As coisas mudam – Renegades of Punk

“Mas o que fica alem das palavras?
Algumas ações, ou apenas minhas impressões.
E eu que achei que já tinha achado.
Que eu tinha achado e era você
Que iria preencher esse vazio
Que iria me fazer reviver.

Os momentos dos quais mais me orgulho
Tudo contra o que nunca quis lutar
Não me envergonho, foi só mais uma tentativa
Sempre em frente, sempre em frente.
Não me dê motivos pra parar!

Eu sempre quis fazer disso aqui o meu lugar
Mas acontece que as coisas mudam
Eu nunca quis ter mais inimigos
Mas acontece que é assim que as coisas são
Agora eu percebi que o mundo inteiro é o meu lugar
E ainda bem que as coisas mudam
Eu não quero viver de nenhum passado
Eu só quero viver do jeito que eu sei… Viver!”
Para conhecer mais da Renegades of Punk:

facebook: http://www.facebook.com/pages/The-Renegades-of-Punk/146080545504771?ref=ts&fref=ts

myspace: http://www.myspace.com/therenegadesofpunk